O isolamento comercial brasileiro: suas causas e por que superar esse problema


Independentemente do método estatístico utilizado para a análise da participação brasileira no contexto comercial do mundo, a conclusão é sempre a mesma: sempre fomos e continuamos sendo uma economia muito fechada.

No entanto, por mais que se trate de um fato, a falta de abertura de nossa economia ainda é contestada no debate público nacional. Da inquietação com a qualidade dessa discussão surgiu o volume Política comercial brasileira: causas e consequências do nosso isolamento. Com base em vasta literatura acadêmica e por meio de uma linguagem acessível,  Emanuel Ornelas, João Paulo Pessoa e Lucas Ferraz mostram de forma definitiva por que o Brasil é uma economia fechada e explicam as consequências desse isolamento.

Segundo os autores, as medidas protecionistas adotadas ao longo das últimas décadas defendem o interesse de um grupo muito pequeno de pessoas e prejudicam a maior parte da população brasileira. Assim, uma agenda de reformas liberalizantes beneficiaria amplamente os consumidores do país, ao provocar queda de preços e maior variedade na oferta de produtos, além de impulsionar um aumento na produtividade das empresas nacionais.

A primeira parte do livro analisa o grau de abertura da economia brasileira e faz um levantamento das barreiras comerciais impostas pelo país; a segunda parte mensura os ganhos e as perdas gerados pela abertura comercial, expõe as nuances do debate e levanta questões relevantes a serem consideradas, detendo-se também em casos internacionais, como os do Chile, do México e da Austrália. A terceira parte projeta cenários de liberalização comercial brasileira. O volume também se debruça dobre os tratados e acordos de livre-comércio firmados ao longo dos últimos 30 anos, período de tempo ainda pouco sistematizado pelos estudiosos da área.

Os autores, o professores da FGV-EESP cujas pesquisas têm como foco o comércio internacional, apresentam ainda uma importante e atualizada bibliografia sobre o assunto, fazendo da obra uma importante fonte de referência para todos os que compreender e participar do debate econômico do Brasil contemporâneo. 


C O M P R A R