Pequenas Tentações — Cidades, arquitetura e outros passeios
Eduardo Andrade de Carvalho
R$ 65,00
ENTREGAS A PARTIR DO DIA 16 DE DEZEMBRO DE 2025
Livro reúne textos publicados na imprensa pelo autor, entre 2011 e 2024, que tratam do espaço urbano e também de temas como literatura e música
Mais de metade da população do planeta mora em cidades — e o Brasil conta muito para isso, com 87,4% de seus habitantes vivendo nelas. Pensar o espaço urbano, portanto, não é nem de longe um capricho intelectual. Refletir sobre as cidades — consideradas pelo economista norte-americano Edward Glaeser como “a maior invenção da humanidade” e, ao mesmo tempo, tão desumanizadas mundo afora — tornou-se um imperativo; algo incontornável, urgente.
É justamente isso o que faz Eduardo Andrade de Carvalho no livro Pequenas Tentações — Cidades, arquitetura e outros passeios, que a BEĨ Editora lança no mês de dezembro . Trata-se de uma coletânea de textos publicados pelo autor entre 2011 e 2024, tanto na grande imprensa como em veículos de caráter mais especializado.
A obra funciona como um irrecusável convite para que os leitores se debrucem sobre a temática do espaço urbano guiados por alguém que não só domina o assunto como se revela arrebatado por ele, na busca de um futuro no qual as cidades sejam, de fato, funcionais, seguras, sustentáveis e democráticas.
O volume está dividido em três partes. Nas duas primeiras, “Cidades” e “Arquitetura”, Carvalho, formado em Administração de Empresas e atuante no mercado imobiliário, discorre sobre alguns “elementos estruturadores” — como escreve o arquiteto Fernando Serapião no prefácio do livro — de seu pensamento acerca das complexidades urbanas. Estão ali o “condomínio-clube”, classificado como “anticidade”; o muro, definido como o principal inimigo das urbes; as calçadas, que não por acaso mereceram especial atenção também da jornalista e ativista norte-americana Jane Jacobs (1916-2006) no clássico Morte e vida de grandes cidades (1961).
Na terceira e última seção, o autor aborda áreas diversas, como a literatura e a música, deixando clara não apenas sua erudição, mas, principalmente, a formação humanística. Em certo sentido, é uma síntese do que está por trás de tudo o que se leu até ali: o entendimento de que a transformação das cidades — essencialmente um espaço de encontro entre as diferenças — passa pela multidisciplinaridade, pela interlocução, pelo diálogo. Afinal, a “maior invenção” da espécie precisa voltar a ser humana, demasiado humana.