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Adriana Zehbrauskas

O projeto deve resultar em um livro que resuma o percurso fotográfico – que já dura dez anos – em que a fotógrafa Adriana Zehbrauskas vem investigando o fenômeno da fé.

O trabalho, desenvolvido no México e no Brasil, fundamenta-se em uma pergunta: o que há em comum, o que há de diferente nas manifestações de fé, em religiões e regiões distintas? Além disso, procura apreender, por meio da religiosidade, aspectos da vida e da cultura de dois países geograficamente distantes e marcados por formações diversas, mas cujos povos são profundamente espiritualizados.

Esse percurso singular, em que as várias fases se sucedem de maneira encadeada – embora jamais previsível –, é o tema do presente projeto. Prevê-se a edição de um livro que documente o processo pelo qual a obra de Arnaldo Battaglini vem se construindo, em um amplo panorama retrospectivo de sua produção – um urgente registro do trabalho de um dos nomes mais consistentes da arte contemporânea brasileira.

Zehbrauskas empreende, sem preconceitos e com olhar afetuoso, uma busca sobre o tema lançando mão também de sua longa experiência jornalística. As imagens em preto e branco flagram momentos em que a relação entre as pessoas e o sagrado se torna evidente, seja durante ritos religiosos ou no uso cotidiano de símbolos sacros.

Num mundo em que o excesso de informações banaliza os simbolismos das manifestações religiosas e a geopolítica manipula e distorce os significados da fé, a autora apresenta uma visão menos teológica e mais humanista das religiões, procurando contribuir para a construção de um mundo tolerante e compreensivo com as diferenças.

Sobre a autora

Adriana Zehbrauskas é paulistana e vive no México. Integrou a equipe de fotografia da Folha de S.Paulo por onze anos, período em que teve oportunidade de viajar pelo Brasil e por diversos países do mundo. Atualmente como freelancer, colabora regularmente para o jornal The New York Times e já publicou ensaios em publicações como Wall Street Journal, Glamour Magazine, The Guardian, Paris Match, Le Figaro, Elle U.S.A, Newsweek e Time, entre outras.

No Brasil, estudou com Regina Silveira e Sergio Fingermann. Idealizou, organizou e coordenou importantes projetos artísticos, como o Atelier de Livre Expressão em Artes Plásticas do Museu Lasar Segall, os circuitos Atelier Aberto (eventos paralelo às 19ª e 20ª edições da Bienal Internacional de São Paulo) e o I Intercâmbio de Artistas Gravadores Brasileiros e Britânicos. Desenvolveu joias de prata para o Cerimonial do Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Suas imagens integram os livros 24 Hours in the Life of the Catholic Church (Random House, Munique, 2005), In Search of Hope – The Global Diaries of Mariane Pearl (powerHouse Books, Nova York, 2007) e Nike Human Race, Nova York, 2008. Adriana foi indicada para o New York Photo Awards, em 2009 e 2010. Nos últimos três anos, tem atuado como instrutora do Foundry Photojournalism Workshop, que, no período, aconteceu no México, na Índia e na Turquia. A fotógrafa é representada pela agência Polaris Images, de Nova York.

*Projeto aprovado pela lei Rouanet de incentivo fiscal