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ECCE HOMO

Fotografias de Francesco Zizola

Ecce Homo é um projeto que reúne as mais significativas imagens realizadas por Francesco Zizola durante suas viagens por 35 países em 19 anos. As fotografias feitas nesse período nos apresentam realidades criticas que, na maioria das vezes, ficaram à margem dos noticiários e da mídia de uma maneira geral. Pretendem ser uma homenagem aos personagens que inspiraram estas histórias e que são, de fato, seus verdadeiros protagonistas.

Múltiplas são as realidades testemunhadas por Francesco Zizola que marcaram nossa época. Das conseqüências das pandemias como a AIDS ou malária, às guerras já esquecidas da Somália, Colômbia, Darfur sem esquecer conflitos bem mais conhecidos, mas nem por isso contados de forma parcial, como o Iraque, por exemplo – às histórias dos sobreviventes das catástrofes como o tsunami na Indonésia, ao problema da desnutrição na Etiópia, à tragédia ecológica no Mar de Aral. A distância geográfica não impede Francesco Zizola de levantar o véu que muitas vezes o mundo ocidental pretende esconder, trazendo à tona realidades de lugares muitos próximos. Eis também o porquê de fotografar crianças envolvidas no mundo publicitário mediático em Milão ou os meninos empreendedores e milionários de Nova York. Ecce Homo é um projeto no qual Zizola está envolvido há vários anos e estas imagens representam as dificuldades de se traçar uma narrativa complexa decidida a oferecer um olhar diferenciado sobre existências condenadas a desaparecer nas sombras do desinteresse.

Esse percurso singular, em que as várias fases se sucedem de maneira encadeada – embora jamais previsível –, é o tema do presente projeto. Prevê-se a edição de um livro que documente o processo pelo qual a obra de Arnaldo Battaglini vem se construindo, em um amplo panorama retrospectivo de sua produção – um urgente registro do trabalho de um dos nomes mais consistentes da arte contemporânea brasileira.

O livro Ecce Homo contará com três textos: um depoimento do próprio Francesco Zizola, uma análise do trabalho do Zizola feito pelo jornalista Pietro Veronesi – que muitas vezes o acompanhou em seus projetos – e uma entrevista com o fotógrafo feita pela jornalista e crítica de fotografia Simonetta Persichetti.

Sobre os autores

Francesco Zizola (Roma, 1962) fotografou as principais crises e conflitos dos últimos 20 anos. Suas imagens estamparam capas e páginas das principais revistas internacionais. Além disso, Zizola recebeu vários prêmios internacionais, entre eles o “World Press Photo of the Year”, em 1996, e outros sete “World Press Photo” de categorias e quatro “Picture of the Year Awards”. Publicou Iraq (2007) e Born Somewhere (2004), dedicado à infância em 28 países. Em 2007 funda com outros colegas a agência Noor de fotografia, com sede na Holanda. Em 2010 abre três exposições no Brasil, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, dentro do projeto “Francesco Zizola: um olhar sobre o mundo”, com curadoria da jornalista e críitica de fotografia Simonetta Persichetti e do próprio Francesco Zizola.

Pietro Veronesi (Roma, 1952) atuou, como jornalista, em vários jornais e trabalha, desde 1982, para o jornal República, , onde foi, por muitos anos, correspondente internacional, cobrindo conflitos do mundo todo. Também é autor de diversos livros sobre crises mundiais.

Simonetta Persichetti (Roma, 1958) é jornalista e crítica de fotografia. Toda a sua carreira profissional se desenvolveu no Brasil. Há trinta anos pesquisa e estuda fotografia. Desde 1996 é crítica de fotografia do jornal Estado de S.Paulo. Há doze anos se dedica à carreira acadêmica. Atualmente é professora de fotojornalismo da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, de Estética da Imagem da especialização da Universidade Estadual de Londrina e professora convidada do Mestrado em Comunicação Visual da mesma instituição. Também ministra cursos teóricos sobre fotografia no MAM-SP há cinco anos. Desde 2003 organiza a Coleção SENAC de Fotografia. Em 2000 recebeu o Prêmio Jabuti de melhor reportagem pelo livro Imagens da Fotografia Brasileira e, em 2009, foi eleita a melhor jornalista de fotografia do Brasil.. Há dois anos é curadora da galeria Arte Plural em Recife.

*Projeto aprovado pela lei Rouanet de incentivo fiscal