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Arnaldo Battaglini

A densidade do trabalho de Arnaldo Battaglini é reconhecida pela crítica especializada há mais de três décadas. Ao longo desse período, ele percorreu uma trajetória de extremo interesse, que o levou do desenho e da gravura até a escultura.

O ponto inicial do percurso de Battaglini é Londres, onde estudou em meados dos anos 1970 e onde começou a trabalhar com formas orgânicas que se tornariam recorrentes em sua obra posterior – espirais, estrelas-do-mar, linhas. Em um primeiro momento, esses desenhos eram gravados na matriz de metal, no processo convencional da gravura; a partir do fim dos anos 1980 – o artista já havia voltado ao Brasil – passaram a ser recortados na chapa. Soltos, transformam-se em pequenas matrizes para a impressão sobre papel, que podiam ser combinadas de diferentes maneiras, usadas entintadas ou apenas como relevo. Os recortes acabaram por descolar-se da gravura: juntamente com arames de diferentes espessuras que derivaram das linhas do desenho, adquiriram o status de objetos em si. A escultura surgiu como desdobramento da pesquisa com objetos e formas, linhas e espaços: instaladas em paredes ou tridimensionais, brincam com a noção de perspectiva, abrindo ao observador diferentes maneiras de ver. O desenho de joias surge então, como complemento e consequência da pesquisa das possibilidades do metal.

Esse percurso singular, em que as várias fases se sucedem de maneira encadeada – embora jamais previsível –, é o tema do presente projeto. Prevê-se a edição de um livro que documente o processo pelo qual a obra de Arnaldo Battaglini vem se construindo, em um amplo panorama retrospectivo de sua produção – um urgente registro do trabalho de um dos nomes mais consistentes da arte contemporânea brasileira.

Instrumento indispensável para turistas e viajantes, este livro será, sobretudo, uma preciosa obra de consulta e referência para todos os que desejarem estudar e compreender a Antártica – mesmo sem sair de casa.

Sobre o Artista

Nascido em São Paulo em 1953, Arnaldo Battaglini estudou História da Arte, desenho, pintura e gravura em Londres entre 1976 e 1982, frequentando instituições como Wimbledon School of Art, Middlesex Polytechnic, Morley College (sob a orientação de Birgit Sköld), Sir John Cass School of Art e Camden Arts Centre.

No Brasil, estudou com Regina Silveira e Sergio Fingermann. Idealizou, organizou e coordenou importantes projetos artísticos, como o Atelier de Livre Expressão em Artes Plásticas do Museu Lasar Segall, os circuitos Atelier Aberto (eventos paralelo às 19ª e 20ª edições da Bienal Internacional de São Paulo) e o I Intercâmbio de Artistas Gravadores Brasileiros e Britânicos. Desenvolveu joias de prata para o Cerimonial do Palácio do Itamaraty, em Brasília.

*Projeto aprovado pela lei Rouanet de incentivo fiscal