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Combinações Imperdíveis: “Graffiti” e “Manual de intervenção urbana”

24/04/2014

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Durante as próximas semanas, apresentaremos melhor cada dupla de livros selecionada para a promoção Combinações Imperdíveis (confira a lista aqui). Alex Vallauri: Graffiti e Manual de intervenção urbana estão com preço promocional, os dois livros pelo preço de um.

O fator em comum desta dupla é a intervenção urbana e, nos dois casos, como fazê-la com maestria para levá-la ao cotidiano da cidade. O artista plástico e grafiteiro Alex Vallauri foi pioneiro da arte urbana, pintando as paredes de São Paulo durante os anos 1970 e 1980 com mensagens bem-humoradas de viés político. Eduardo Srur, autor do Manual de intervenção urbana, utiliza diversas mídias alternativas para dar novo significado a lugares e objetos da paisagem cotidiana. Conheça melhor os livros e confira abaixo uma galeria de Graffiti e um vídeo sobre o processo criativo de Srur.

Em Alex Vallauri: Graffiti – fundamentos estéticos do pioneiro do grafite no Brasil, João Spinelli revê o percurso do artista e oferece um amplo panorama de sua obra, apresentando tanto os desenhos do início de carreira quanto as figuras com que ele transformou a paisagem de São Paulo e de outras cidades em que viveu. O livro mostra como a obra de Vallauri se manteve independente e provocadora e como, pela via do humor, ele incomodou os conservadores, em geral, e a ditadura militar brasileira, em particular. Vallauri acrescentou aos valores estéticos do desenho, da gravura e da pintura imagens de múltiplas interpretações. As figuras que pintou em paredes e muros de São Paulo tornaram-se emblemáticas na década de 1980 e ainda hoje são lembradas como exemplos de arte de rua de alta qualidade.

Confira algumas fotos do trabalho de Valluri:

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O livro Manual de intervenção urbana reúne trabalhos do artista plástico paulistano Eduardo Srur e expõe os conceitos que o norteiam, contextualizando cada uma de suas intervenções, mostrando como foram feitas e que impacto provocaram na cidade. Dessa forma, a obra exerce também a função de guia para quem se dispuser a interferir artisticamente na vida cotidiana de sua cidade. Com dezesseis anos de produção, dos quais dez dedicados ao uso de mídias alternativas – performance, fotografia, escultura, vídeo e, sobretudo, intervenção urbana –, Srur é autor de uma série de obras que oferecem ao cidadão comum a possibilidade de lançar um novo olhar sobre a paisagem do espaço público que o circundam. Entre as diversas intervenções já feitas pelo artista, destacam-se “PETs”, de 2008, que consistiu na instalação de 20 garrafas pets gigantes nas margens do rio Tietê; “Sobrevivência”, do mesmo ano, ação que vestiu dezesseis monumentos paulistanos com coletes salva-vidas, para “reativar visualmente elementos da história, da arquitetura e do convívio social da cidade”, nas palavras de Srur; e “A arte salva”, de 2011, em que 360 boias foram jogadas no espelho d’água do Congresso Nacional, em Brasília.

No vídeo abaixo, feito pela Escola da Cidade, Srur fala sobre seu processo criativo: