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Denise Milan bate-papo com o curador Gabriel Pérez-Barreiro na Bienal

04/12/2018

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Cartas de amor aos livros, Luiz Schwarcz

28/11/2018

O livro no Brasil vive seus dias mais difíceis. Nas últimas semanas, as duas principais cadeias de lojas do país entraram em recuperação judicial, deixando um passivo enorme de pagamentos em suspenso. Mesmo com medidas sérias de gestão, elas podem ter dificuldades consideráveis de solução a médio prazo. O efeito cascata dessa crise é ainda incalculável, mas já assustador. O que acontece por aqui vai na maré contrária do mundo. Ninguém mais precisa salvar os livros de seu apocalipse, como se pensava em passado recente. O livro é a única mídia que resistiu globalmente a um processo de disrupção grave. Mas no Brasil de hoje a história é outra. Muitas cidades brasileiras ficarão sem livrarias e as editoras terão dificuldades de escoar seus livros e de fazer frente a um significativo prejuízo acumulado.

As editoras já vêm diminuindo o número de livros lançados, deixando autores de venda mais lenta fora de seus planos imediatos, demitindo funcionários em todas as áreas. Com a recuperação judicial da Cultura e da Saraiva, dezenas de lojas foram fechadas, centenas de livreiros foram despedidos, e as editoras ficaram sem 40% ou mais dos seus recebimentos— gerando um rombo que oferece riscos graves para o mercado editorial no Brasil.

Na Companhia das Letras sentimos tudo isto na pele, já que as maiores editoras são, naturalmente, as grandes credoras das livrarias, e, nesse sentido, foram muito prejudicadas financeiramente. Mas temos como superar a crise: os sócios dessas editoras têm capacidade financeira pessoal de investir em suas empresas, e muitos de nós não só queremos salvar nossos empreendimentos como somos também idealistas e, mais que tudo, guardamos profundo senso de proteção para com nossos autores e leitores.

Passei por um dos piores momentos da minha vida pessoal e profissional quando, pela primeira vez em 32 anos, tive que demitir seis funcionários que faziam parte da Companhia há tempos e contribuíam com sua energia para o que construímos no nosso dia a dia. A editora que sempre foi capaz de entender as pessoas em sua diversidade, olhar para o melhor em cada um e apostar mais no sentimento de harmonia comum que na mensuração da produtividade individual, teve que medir de maneira diversa seus custos, ou simplesmente cortar despesas. Numa reunião para prestar esclarecimentos sobre aquele triste e inédito acontecimento, uma funcionária me perguntou se as demissões se limitariam àquelas seis. Com sinceridade e a voz embargada, disse que não tinha como garantir.

Sem querer julgar publicamente erros de terceiros, mas disposto a uma honesta autocrítica da categoria em geral, escrevo mais esta carta aberta para pedir que todos nós, editores, livreiros e autores, procuremos soluções criativas e idealistas neste momento. As redes de solidariedade que se formaram, de lado a lado, durante a campanha eleitoral talvez sejam um bom exemplo do que se pode fazer pelo livro hoje. Cartas, zaps, e-mails, posts nas mídias sociais e vídeos, feitos de coração aberto, nos quais a sinceridade prevaleça, buscando apoiar os parceiros do livro, com especial atenção a seus protagonistas mais frágeis, são mais que bem-vindos: são necessários. O que precisamos agora, entre outras coisas, é de cartas de amor aos livros.

Aos que, como eu, têm no afeto aos livros sua razão de viver, peço que espalhem mensagens; que espalhem o desejo de comprar livros neste final de ano, livros dos seus autores preferidos, de novos escritores que queiram descobrir, livros comprados em livrarias que sobrevivem heroicamente à crise, cumprindo com seus compromissos, e também nas livrarias que estão em dificuldades, mas que precisam de nossa ajuda para se reerguer. Divulguem livros com especialíssima atenção ao editor pequeno que precisa da venda imediata para continuar existindo, pensem no editor humanista que defende a diversidade, não só entre raças, gêneros, credos e ideais, mas também a diversidade entre os livros de ambição comercial discreta e os de ambição de venda mais ampla. Todos os tipos de livro precisam sobreviver. Pensem em como será nossa vida sem os livros minoritários, não só no número de exemplares, mas nas causas que defendem, tão importantes quanto os de larga divulgação. Pensem nos editores que, com poucos recursos, continuam neste ramo que exige tanto de nós e que podem não estar conosco em breve. Cada editora e livraria que fechar suas portas fechará múltiplas outras em nossa vida intelectual e afetiva.

Presentear com livros hoje representa não só a valorização de um instrumento fundamental da sociedade para lutar por um mundo mais justo como a sobrevivência de um pequeno editor ou o emprego de um bom funcionário em uma editora de porte maior; representa uma grande ajuda à continuidade de muitas livrarias e um pequeno ato de amor a quem tanto nos deu, desde cedo: o livro.

Publicado originalmente pelo Grupo Companhia das Letras

http://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Cartas-de-amor-aos-livros 

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Livros da BEĨ na Festa do Livro da USP! Desconto de até 70%.

COMUNICADO II - Convite Eletrônico 20ª FESTA DO LIVRO DA USP

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LANÇAMENTO na Bienal de São Paulo | PEDRA: O UNIVERSO ESCONDIDO, livro da artista plástica Denise Milan

26/11/2018

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LANÇAMENTO | PEDRA: O UNIVERSO ESCONDIDO, livro da artista plástica Denise Milan

14/11/2018

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Exposição Bancos Indígenas do Brasil chega ao Museu de Arte Indígena (MAI) em Curitiba

01/11/2018

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Entrevista de Sergio Lazzarini na revista Veja

29/08/2018

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Bate-papo de lançamento | ENCARNADAS – Elisa Bracher

28/08/2018

Lançamento acontece na Galeria Raquel Arnaud, onde está exposta mostra homônima da artista

 

A BEĨ Editora lança o livro Encarnadas, da artista plástica Elisa Bracher, no sábado à tarde, 1º de setembro, na Galeria Raquel Arnaud. O lançamento contará com bate-papo, às 12 horas, entre a artista e a crítica Elisa Byngton.

O livro apresenta as obras expostas na Galeria Raquel Arnaud, em São Paulo. A artista, conhecida pelas esculturas monumentais de madeira instaladas em diversos espaços públicos, quebra com suas convicções formais e se aproxima, pela primeira vez, da pintura.

Dessa forma, o volume mostra uma série de 30 desenhos feitos com tinta de gravura sobre papel-arroz, nos quais trabalha com a cor vermelha, o que lhes confere uma dimensão visceral, orgânica. A cor é, portanto, fio condutor do trabalho e, aliada às grandes dimensões dos desenhos e ao contraste entre as tintas pesadas e o papel delicado, imprime aos desenhos uma grande intensidade. Completam o livro fotos de esculturas inéditas em pedra, madeira e vidro, que evidenciam o contraste entre a plasticidade e a rigidez dos materiais.

A edição, primorosa, recorre a papeis de diferentes gramaturas para mimetizar a textura dos originais em papel-arroz; além das fotografias, o livro traz um ensaio da curadora da mostra, Elisa Byington, e a transcrição de um bate-papo entre a própria Byington, Elisa Bracher e a artista plástica Iole de Freitas, no qual discorrem sobre o processo criativo e a trajetória artística que resultou em Encarnadas, revelando o percurso de uma artista que transita por múltiplas linguagens e técnicas..

 

LANÇAMENTO ENCARNADAS

Conversa entre a artista Elisa Bracher e a crítica de arte de Elisa Byington.

Após a conversa as autoras assinarão o livro.

Data: 01.09.2018

Horário: 11h30 às 16h

Conversa entre a artista Elisa Bracher e a crítica de arte de Elisa Byington: 12h

Local: Galeria Raquel Arnaud

Endereço: Rua Fidalga, 125 – Vila Madalena, São Paulo – SP,

 

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Debate de lançamento | CAPITALISMO DE LAÇOS – Sergio Lazzarini

Depois de oito anos, obra de referência sobre o capitalismo brasileiro volta às livrarias em edição atualizada

Capitalismo de laços, livro de Sergio Lazzarini que investiga as relações entre empresariado e governo no Brasil, é relançado pela Bei Editora. O lançamento  será no dia 29 de agosto no Insper, com debate entre o autor, Marcos Lisboa e Pedro Passos, mediado por Vinicius Torres Freire.

Publicado pela primeira vez em 2010, Capitalismo de laços foi recebido com entusiasmo pela imprensa especializada, e hoje é reconhecido como uma obra essencial para a compreensão da complexa dinâmica estabelecida no Brasil entre as empresas e o governo. Apoiado em rigorosa pesquisa, Sergio Lazzarini, professor do Insper, desvenda os laços de compadrio e de troca que atravessam a história econômica brasileira desde a década de 1990, analisando seu impacto sobre o desenvolvimento econômico do país. O livro mostra os mecanismos pelos quais o Estado estabelece vínculos com determinados empresários ou grupos, aos quais oferece facilidades e benefícios, ajudando a tecer uma rede de interesses entrecruzados que favorece aqueles mais bem conectados e com mais capacidade de influenciar políticas públicas.

A BEI Editora lança, agora, uma nova edição da obra, inteiramente revisada e acrescida de um amplo posfácio em que o autor complementa e atualiza as informações originais, apresentando uma análise minuciosa das políticas econômicas, do comportamento das empresas e dos acontecimentos ocorridos no Brasil nos últimos anos.  O novo prefácio de Claudio Haddad, presidente do Insper, apresenta elementos para a contextualização da análise de Lazzarini ao panorama contemporâneo do país.

No momento atual, em que a persistência do patrimonialismo na sociedade e no ambiente político brasileiro tem sido amplamente debatida, Capitalismo de laços surge como uma fonte de pesquisa, informação e reflexão extremamente oportuna e esclarecedora.

 LANÇAMENTO CAPITALISMO DE LAÇOS: OS DONOS DO BRASIL E SUAS CONEXÕES

Debate com Sergio Lazzarini, Marcos Lisboa e Pedro Passos. Mediação de Vinicius Torres Freire. Participação do público. Após o debate o autor assinará o livro.

Data: 29.08.2018

Horário: 18h30

Local: Insper

Endereço: Sala Jorge Paulo Lemman – Quatá, 300 – Vila Olimpia, São Paulo – SP

Inscrições para participar do debate clique AQUI.

 

Programa do debate

18h30 – 19h                – Recepção

19h – 19h10                – Abertura de Claudio Haddad

19h10 – 19h30           – Sergio Lazzarini: Capitalismo de laços no Brasil: há sinais de mudança?

19h30 – 20h15           – Debate: Sergio Lazzarini, Marcos Lisboa e Pedro Passos; Mediação de Vinicius Torres Freire

20h15 – 20h45           – Participação da plateia

20h45 – 21h30           – Sessão de autógrafos com Sergio Lazzarini

 

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CONVITE | Lançamento do livro Encarnadas – Elisa Bracher

22/08/2018

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