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A primeira impressão

26/06/2012

Atol das Rocas 3º51’S 33º48’W, que compila o trabalho desenvolvido durante dez anos no arquipélago pelas fotógrafas Zaira Matheus e Marta Granville, será lançado nesta quarta-feira (27), em parceria com o banco Santander e o Instituto Semeia, em Natal (RN). Aqui, o jornalista e editor Marcelo Delduque, um dos responsáveis pela criação do livro, relata a experiência de visitar Rocas pela primeira vez.

Depois de dois anos de consultas a dezenas de documentos históricos, mapas antigos, relatos de naufrágios e descrições apaixonadas de naturalistas, finalmente observo Rocas pelos meus próprios olhos ao fim de uma linda e estrelada madrugada em alto-mar, após doze horas sacolejando a bordo de um catamarã.

Como não poderia deixar de ser, Rocas era exatamente como eu imaginava. No entanto, devido ao acréscimo das variadas sensações locais, impossíveis de serem suficientemente descritas, também acabou por ser, ao mesmo tempo, completamente diferente do que eu poderia supor.

A primeira impressão que tive ao atravessar a passagem chamada barretinha, ao avistar o contraste entre o alto-mar e a parte interna do atol, foi notável para mim. De um lado, o mar mais alto – embora calmo – em que já navegara, pois nunca havia ido para alto-mar; e, do lado de dentro, uma praia incrivelmente plácida, como nunca tinha visto.

A paisagem me fez lembrar de um trecho de A viagem do Beagle, de Charles Darwin, sobre os atóis do Pacífico: “[…] a imensidão do oceano, a fúria da rebentação e o seu contraste com a extensão de terra baixa e com o sossego da água verde e cintilante do interior da laguna são coisas difíceis de imaginar por quem não as tenha visto.”

Ao desembarcar na ilha do Farol, tive uma pequena frustração: a algazarra das aves era bem mais baixa do que eu supunha. Mas, à medida que foi anoitecendo, tive a sensação de que o volume aumentava. À noite, o barulho dominou. Penso que a sensação visual era tão forte na chegada que o grasnado dos pássaros ficou em segundo plano. Ele não deve ter aumentado depois, mas o dia “abaixou”.  Não foi um problema – dormi embalado pelo som em um dos beliches do alojamento.

Alguns dias mais tarde, ao ser trazido de volta a terra firme pelo barco de capitão Zeca, o contraste entre a moderna ponte estaiada de Natal e a paisagem exuberante e singular do Atol me impressionou: tive a nostalgia de quem acorda de um sonho.

 

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Arte em Papel, projeto desenvolvido pela ABDIM, expõe os trabalhos dos artistas-pacientes da entidade

14/06/2012

No dia 4 de junho, a Associação Brasileira de Distrofia Muscular, apoiada pela BEĨ+, deu início à segunda edição da Arte em Papel, exposição que apresenta as obras produzidas pelos pacientes da entidade. Nos trabalhos, realizados durante as sessões de terapia ocupacional, são utilizadas as técnicas de quiling e origami, que utilizam pequenas tiras de papel.

O projeto, que visa a estimular não só a coordenação motora, mas também a criatividade e a sociabilidade dos pacientes, já foi sucesso em 2011, quando foi montada a exposição “Qual é o destino do seu papel?” na Galeria Moreira Salles, com o apoio do Espaço Itaú de Cinema e da BEĨ Editora.

Neste ano, os artistas da abdim repetem esse sucesso, enfatizando a importância da reutilização criativa do papel, ao mesmo tempo em que exibem, por meio de obras coletivas e individuais, impressionante talento. A BEĨ + convida todos a comparecer e descobrir como simples tirinhas de papel podem se transformar em arte!

Quando: Até 15 de julho, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.

Onde: Memorial da Inclusão — Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10, Barra Funda, São Paulo.

Entrada gratuita.

 

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